Escolher uma profissão pode ser uma das tarefas mais difíceis que existem. Depende muito do quanto você se identifica com algo e o quanto você quer aquilo para a sua vida (aliás, “para o resto de sua vida”). E o design gráfico pode ser encantador, pelo menos, para quem gosta de arte/desenho/comunicação visual, enfim, quem curte a parte criativa das coisas. Então se você quer saber o que faz um designer gráfico, está no lugar certo.

Em resumo, o que faz um designer gráfico?

Para quem não sabe, um designer gráfico trabalha com a comunicação visual de algo, seja um estabelecimento, um produto, um evento ou qualquer outra coisa que precise chamar atenção de seu público ou transmitir informações. Ou seja, é um designer gráfico que produz um outdoor, uma marca, cria chamadas para um evento, imagens para posts em redes sociais, embalagens, revistas, sites e por aí vai. Na bunker (que é a marca de cuecas que mantém esse blog), o trabalho do designer gráfico ajudou a gente a pensar a nossa marca, nosso site e embalagens.

Acontece que o design, ao contrário do que muitos pensam, vai muito além de um desenho ou uma arte bonita. A cabeça de um designer precisa funcionar pensando em gerar bons resultados com aquilo que está sendo produzido ou até mesmo resolver um problema. Se algo precisa atrair pessoas, é muito bom que ela seja agradável aos olhos e assim como cuecas, tem que ser confortável. Aliás, design tem tudo a ver com conforto.

Uma das primeiras coisas que aprendemos no curso é que, design é projeto e isso não é algo simples. O projeto exige conceito, precisa de um porquê, tem motivos, estudos e é algo personalizado, autêntico – ou pelo menos, deveria ser. Se você pede a um arquiteto para projetar a sua casa, ele não vai te mostrar as que ele têm no estoque dele e pedir para que você escolha uma delas. Ele vai desenvolver uma casa de acordo com o seu gosto e suas necessidades pessoais, buscando resolver possíveis problemas e sugerindo soluções, certo? Um projeto de design é a mesma coisa. Uma marca por exemplo, será desenvolvida de acordo com a personalidade da empresa/negócio, de acordo com o público que ela pretende abranger e isso requer pesquisa, testes, desenvolvimento, trabalho e tempo. Em resumo, design é uma mistura de ciência com arte, análise com criatividade e se sua mente trabalha bem com isso, a carreira de designer gráfico pode ser para você.

Nem todo mundo entende o que faz um designer gráfico.

Porém, convencer os seus clientes de que você não é somente um desenhista pode ser bem complicado. Isso porque muitos clientes, não entendem o nosso trabalho como um todo, focando mais na parte estética.

Muitas vezes o cliente não quer pagar um valor justo por um projeto, pois na visão dele é só um desenho e não um trabalho ou um serviço prestado. Então às vezes a primeira venda de um profissional que segue nessa carreira é a venda pessoal, ou seja, tem que provar para o cliente ele vai estar prestando um serviço no qual vai gerar lucro à ele. Sem contar no tempo que o designer estará perdendo com isso, o investimento que ele teve para ter esse conhecimento e tudo mais.

Quando nós ainda estamos estudando, um mundo de ideias vem à nossa cabeça e nosso sentido artístico começa a ser aguçado. Mas na prática, deve-se deixar nosso gosto um pouco de lado e entender que o projeto não está sendo desenvolvido para você, mas sim para resolver um problema do seu cliente. Essa habilidade de abstração é fundamental para você conseguir trabalhar com diferentes tipos de negócios e projetos.

Onde estudar design gráfico?

O que não faltam são opções de cursos de graduação para uma educação formal. Você pode encontrar com nomes um pouco diferentes, como desenho industrial ou programação visual, mas no fim é a mesma carreira. Fazer uma faculdade, nesse caso, vai te ajudar a estruturar o pensamento para gerir projetos, coisa que atualmente está até na moda e sendo aplicado por não-desginers também, o famoso design thinking.

Existe também uma diferença entre o que faz um designer gráfico e um designer de produto. Para simplificar, o primeiro trabalha mais em formato bidimensional, coisas que aparecem em telas, impressas, que precisam de leitura. O desginer de produto atua mais de forma tridimensional, desenvolvendo estruturas, objetos.

Saber desenhar bem está longe de ser uma característica obrigatória, talvez nos dias atuais a facilidade para aprender a trabalhar em diferentes softwares e curiosidade, são características mais relevantes do que o talento puramente artístico, mas claro, que quanto mais flexível e capacitado um profissional é, maior a gama de projetos que ele poderá se envolver.

 

Bem, é isso minha gente! É a bunker dando aquela moral para você encontrar a sua profissão dos sonhos.

 

Esse post teve a contribuição do Abel Moura, estudante e profissional da área que topou compartilhar sua experiência no blog da bunker.

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